No começo dos anos 70 vários cientistas levantaram a hipótese de a Terra estar a entrar numa fase prolongada de arrefecimento global. Os registos mostravam que a temperatura média da Terra estava a descer desde 1940 e alguns cientistas temeram que essa tendência se prolongasse por mais décadas. Houve até quem especulasse que a subida da emissão de CO2 verificada no boom económico pós-Segunda Grande Guerra pudesse ser responsável. O debate esteve aceso e fez mesmo capa da revista TIME por mais do que uma vez.
Porém, em 1975, contra as previsões, e numa altura em que a crise do petróleo fazia descer o consumo de combustíveis fósseis, a temperatura média começou a subir e a teoria do arrefecimento global foi abandonada.
As temperaturas subiram de 1975 até 1997…
“Our lives begin to end the day we become silent about things that matter.” Martin Luther King Jr
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
A verdade sobre o degelo do Ártico
O IPCC e os militantes do aquecimento global antropogénico socorrem-se de alguns slogans emblemáticos para manter a chama da mentira bem acesa. Uma deles é que o Urso polar está ameaçado de extinção devido ao desaparecimento do gelo ártico. Porém não há registos de uma diminuição significativa da população do Urso polar. E como quase ninguém vive nos territórios habitados por esta espécie pouca é a opinião pública capaz de comprovar ou desmentir a propaganda apocalíptica do IPCC.
A razão apontada para o desaparecimento do Urso polar é a diminuição do gelo ártico. Mas será assim? Se consultarmos o site da NASA assim parece. No gráfico que se encontra abaixo a linha mostra a evolução da extensão gelo do Ártico. De 1980 até hoje essa extensão teve uma redução de cerca de 50%.
O que mais me saltou à vista no gráfico não foi o decréscimo de gelo. O valor vai ao encontro daquilo que quase todos os jornais noticiam regularmente. O que estranhei foi o gráfico não conter médias anuais.
Fui consultar o site de outra agência espacial, desta vez a Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA) onde se encontra este gráfico com os ciclos anuais naturais de gelo e degelo do Ártico desde 1980. E o que se vê no gráfico? Que em Setembro, como seria de esperar, é quando a extensão de gelo atinge o seu mínimo. Mas, e isto sim é interessante e revelador, é também o mês em que existem maiores variações entre anos.
Em Setembro de 2012 bateu-se no mínimo dos últimos 50 anos. Mas em Outubro e Novembro deste ano a velocidade de recuperação de gelo no Ártico também está a estabelecer recordes. Se olharmos para o filme completo concluímos que de 1980 a 2013 o Ártico perdeu 8% (de 13 para 12 Mkm2) da sua massa gelada e não os 50% que o gráfico da NASA sugere.
É uma diminuição, mas uma diminuição que os especialistas consideram normal, e que seria de esperar quando de 1980 para hoje a Terra aqueceu. É uma variação natural longe do cenário catastrófico de desaparecimento do habitat do Urso polar que o IPCC tanto gosta de publicitar.
O mínimo do ano em Setembro tem relevância para estabelecer que parte do gelo (mais denso) resiste à sasonalidade. Mas mostrar um gráfico apenas desse mês como a NASA faz, ainda por cima o mês em que mais variação houve, é contar parte da história e convidar ao alarmismo.
O departamento da NASA que estuda o clima é o Goddard Institute for Space Studies (GISS) e é dirigido pelo físico James Hansen.
James Hansen deu visibilidade internacional ao aquecimento global antropogénico (AGA) quando discursou no Congresso Americano em 1988 perante, entro outros, o senador Al Gore. O discurso de Hansen fomentou a criação do próprio Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) nesse mesmo ano. Hansen é conhecido como o Pai do AGA.
A razão apontada para o desaparecimento do Urso polar é a diminuição do gelo ártico. Mas será assim? Se consultarmos o site da NASA assim parece. No gráfico que se encontra abaixo a linha mostra a evolução da extensão gelo do Ártico. De 1980 até hoje essa extensão teve uma redução de cerca de 50%.
O que mais me saltou à vista no gráfico não foi o decréscimo de gelo. O valor vai ao encontro daquilo que quase todos os jornais noticiam regularmente. O que estranhei foi o gráfico não conter médias anuais.
Fui consultar o site de outra agência espacial, desta vez a Japan Aerospace Exploration Agency (JAXA) onde se encontra este gráfico com os ciclos anuais naturais de gelo e degelo do Ártico desde 1980. E o que se vê no gráfico? Que em Setembro, como seria de esperar, é quando a extensão de gelo atinge o seu mínimo. Mas, e isto sim é interessante e revelador, é também o mês em que existem maiores variações entre anos.
Em Setembro de 2012 bateu-se no mínimo dos últimos 50 anos. Mas em Outubro e Novembro deste ano a velocidade de recuperação de gelo no Ártico também está a estabelecer recordes. Se olharmos para o filme completo concluímos que de 1980 a 2013 o Ártico perdeu 8% (de 13 para 12 Mkm2) da sua massa gelada e não os 50% que o gráfico da NASA sugere.
É uma diminuição, mas uma diminuição que os especialistas consideram normal, e que seria de esperar quando de 1980 para hoje a Terra aqueceu. É uma variação natural longe do cenário catastrófico de desaparecimento do habitat do Urso polar que o IPCC tanto gosta de publicitar.
O mínimo do ano em Setembro tem relevância para estabelecer que parte do gelo (mais denso) resiste à sasonalidade. Mas mostrar um gráfico apenas desse mês como a NASA faz, ainda por cima o mês em que mais variação houve, é contar parte da história e convidar ao alarmismo.
O departamento da NASA que estuda o clima é o Goddard Institute for Space Studies (GISS) e é dirigido pelo físico James Hansen.
James Hansen deu visibilidade internacional ao aquecimento global antropogénico (AGA) quando discursou no Congresso Americano em 1988 perante, entro outros, o senador Al Gore. O discurso de Hansen fomentou a criação do próprio Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) nesse mesmo ano. Hansen é conhecido como o Pai do AGA.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
O Alentejo será um deserto?
Como divulguei no post anterior, um dos revisores do relatório AR5 do IPCC decidiu colocar a actual versão perliminar online. Contudo antes já o jornal alemão Der Spiegel tinha escrito um artigo a questionar algumas alegações que constam no documento do IPCC. Uma delas é que algumas regiões do planeta à latitude do sul da Península Ibérica correm o risco de se desertificarem.
According to the models, subtropical regions, in particular, are expected to grow drier, with new arid zones appearing in the southern United States, South Africa and Mediterranean countries such as Greece, Italy and Spain.
Ou seja, de acordo com os modelos do IPCC, o Algarve e o Alentejo estão destinados a ser desertos se nada for feito em relação ao corte na emissão de CO2.
O Der Spiegel contrapõe com dados: Real measurement data from the last 60 years, though, show no such trend toward aridity. Those regions do experience frequent dry periods, but not more often than they have in the past.
Isto é, não há evidências científicas nenhumas daquilo que o IPCC sugere. E escrevo sugere porque o IPCC nunca se compromete com nada. Os seus relatórios nunca afirmam nada, sugerem. Usam palavras como talvez, eventualmente, é esperado, pode acontecer, etc.
Vamos então pensar um pouco, não com cenários hipotéticos mas com dados reais.
Em baixo encontra-se um gráfico da precipitação em Portugal nos últimos 50 anos que retirei daqui. Como é perceptível a precipitação não se alterou neste último meio século. Vamo imaginar que nada é feito para mitigar a emissão de gases de efeito de estufa. Mantendo-se a quantidade de água nos solos, aumentando os níveis de CO2 (que se verifica) e da temperatura (que o IPCC alega mas que não acontece há 15 anos) na atmosfera o que é que se pode esperar que aconteça?
Qualquer agricultor com estufas diria que haverá aumento do número e dimensão de árvores e plantas mas o IPCC prevê um deserto!
According to the models, subtropical regions, in particular, are expected to grow drier, with new arid zones appearing in the southern United States, South Africa and Mediterranean countries such as Greece, Italy and Spain.
Ou seja, de acordo com os modelos do IPCC, o Algarve e o Alentejo estão destinados a ser desertos se nada for feito em relação ao corte na emissão de CO2.
O Der Spiegel contrapõe com dados: Real measurement data from the last 60 years, though, show no such trend toward aridity. Those regions do experience frequent dry periods, but not more often than they have in the past.
Isto é, não há evidências científicas nenhumas daquilo que o IPCC sugere. E escrevo sugere porque o IPCC nunca se compromete com nada. Os seus relatórios nunca afirmam nada, sugerem. Usam palavras como talvez, eventualmente, é esperado, pode acontecer, etc.
Mas logo o jornal alemão avança com... one possible explanation is that the slight global warming that has occurred so far is not yet enough to cause observable changes in precipitation.
Claro, o Alentejo ainda não é um deserto porque o aquecimento global que o Homem provoca ainda é pequeno. Mas se nada for feito lá chegaremos!
Claro, o Alentejo ainda não é um deserto porque o aquecimento global que o Homem provoca ainda é pequeno. Mas se nada for feito lá chegaremos!
Vamos então pensar um pouco, não com cenários hipotéticos mas com dados reais.
Em baixo encontra-se um gráfico da precipitação em Portugal nos últimos 50 anos que retirei daqui. Como é perceptível a precipitação não se alterou neste último meio século. Vamo imaginar que nada é feito para mitigar a emissão de gases de efeito de estufa. Mantendo-se a quantidade de água nos solos, aumentando os níveis de CO2 (que se verifica) e da temperatura (que o IPCC alega mas que não acontece há 15 anos) na atmosfera o que é que se pode esperar que aconteça?
Qualquer agricultor com estufas diria que haverá aumento do número e dimensão de árvores e plantas mas o IPCC prevê um deserto!
domingo, 16 de dezembro de 2012
Mais um embaraço para o IPCC
O Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) da Organização das Nações Unidas (ONU) não tem tido vida fácil nos últimos tempos. As vozes cépticas são cada vez mais e conseguem ser ouvidas em cada vez mais orgãos de media. E o clima da Terra teima em não colaborar com a visão apocalíptica do IPCC.
Esta semana o IPCC sofreu mais um revés. Um dos revisores do próximo relatório do IPCC designado AR5 decidiu escapar para a internet o draft do documento e explica aqui as razões para o ter feito. Esta fuga é particularmente útil pois é sabido que, depois da revisão técnica feita por especialistas, os relatórios do IPCC sofrem uma revisão política de forma a "alinhar" o relatório com a agenda do IPCC.
Um dos dados mais emblemáticos a que foi possível ter acesso nesta fuga de informação foi este gráfico que sobrepõe os vários cenários previstos pelos modelos do IPCC (bandas verde, laranja, amarela e azul) e as temperaturas reais (pontos negros). É perfeitamente visível que, desde que as temperaturas estabilizaram em 2000, há uma divergência entre o que o IPCC prevê e aquilo que está a acontecer. Esta divergência fez com que as temperaturas de 2011 fiquem fora de qualquer banda, situação que se deverá repetir em 2012 que está a ser mais frio do que o ano transacto.
Esta semana o IPCC sofreu mais um revés. Um dos revisores do próximo relatório do IPCC designado AR5 decidiu escapar para a internet o draft do documento e explica aqui as razões para o ter feito. Esta fuga é particularmente útil pois é sabido que, depois da revisão técnica feita por especialistas, os relatórios do IPCC sofrem uma revisão política de forma a "alinhar" o relatório com a agenda do IPCC.
Um dos dados mais emblemáticos a que foi possível ter acesso nesta fuga de informação foi este gráfico que sobrepõe os vários cenários previstos pelos modelos do IPCC (bandas verde, laranja, amarela e azul) e as temperaturas reais (pontos negros). É perfeitamente visível que, desde que as temperaturas estabilizaram em 2000, há uma divergência entre o que o IPCC prevê e aquilo que está a acontecer. Esta divergência fez com que as temperaturas de 2011 fiquem fora de qualquer banda, situação que se deverá repetir em 2012 que está a ser mais frio do que o ano transacto.
sábado, 31 de março de 2012
Maioria de americanos apoia energia nuclear
A Gallup é uma empresa americana que tem entre as suas especialidades a realização de sondagens. Uma das que leva a cabo desde 1994 visa aferir o sentimento do povo americano em relação à energia nuclear.
Este ano 57% dos entrevistados mostraram-se favoráveis à utilização desta fonte para produção de energia eléctrica e consideram as centrais nucleares globalmente seguras. Os resultados dos vários anos mostram que, em quase 20 anos, o apoio que os americanos lhe dão não se tem alterado significativamente. O acontecimento em Fukushima, há pouco mais de um ano, não influenciou praticamente o sentimento americano a este respeito.
Como é normal quando se aborda este assunto as mulheres, que têm uma percepção de perigo mais aguçada dos que os homens, têm muito menos confiança na solução nuclear. Apenas 27% consideram a energia nuclear segura contra 71% dos homens inquiridos.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Comparação de emissão de poluentes entre fontes eléctricas
Ainda que se fale maioritariamente nele o dióxido de carbono (CO2) é o menor dos males produzido pelas diferentes fontes de energia em termos de poluentes atmosféricos. Bem pior são os efeitos de dióxido de enxofre (SO2) e óxidos de azoto (NOx) produzidos nas combustões.
Por recorrer à combustão a produção elétrica através da queima de biomassa está longe de ser uma proposta ambientalmente vantajosa para produção de energia eléctrica. À semelhança da co-geração devem ser aproveitados os recursos florestais até porque a queima é habitualmente feita longe dos centros urbanos. Mas jamais criar uma indústria florestral exclusivamente centrada na produção de biomassa. Na minha opinião a energia eléctrica proveniente da biomassa e co-geração deviam ter prioridade máxima na distribuição.
Das fontes que não utilizam a combustão para gerar energia as eólica e fotovolticas são traídas pela baixa densidade que obriga ao fabrico de muito equipamento com consequências ambientais. Daí terem menos performance ambiental do que as fontes nuclear ou hidroelétrica.
Tudo pesado a hidroeléctrica é provavelmente a melhor fonte de energia eléctrica que existe mas tem as limitações de só ser possível em países com recursos hídricos. A energia nuclear polui pouco mais e não tem restrições geográficas e por isso deve ser a base da produção eléctrica em países preocupados com a sustentabilidade ambiental.
Por recorrer à combustão a produção elétrica através da queima de biomassa está longe de ser uma proposta ambientalmente vantajosa para produção de energia eléctrica. À semelhança da co-geração devem ser aproveitados os recursos florestais até porque a queima é habitualmente feita longe dos centros urbanos. Mas jamais criar uma indústria florestral exclusivamente centrada na produção de biomassa. Na minha opinião a energia eléctrica proveniente da biomassa e co-geração deviam ter prioridade máxima na distribuição.
Das fontes que não utilizam a combustão para gerar energia as eólica e fotovolticas são traídas pela baixa densidade que obriga ao fabrico de muito equipamento com consequências ambientais. Daí terem menos performance ambiental do que as fontes nuclear ou hidroelétrica.
Tudo pesado a hidroeléctrica é provavelmente a melhor fonte de energia eléctrica que existe mas tem as limitações de só ser possível em países com recursos hídricos. A energia nuclear polui pouco mais e não tem restrições geográficas e por isso deve ser a base da produção eléctrica em países preocupados com a sustentabilidade ambiental.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Analogia entre produção de electricidade e transportes
A forma como a produção eléctrica em Portugal está organizada parece irreal. Confesso que ainda hoje preciso de fazer um esforço para reconhecer que de facto é assim mesmo que ela está planeada. Como muitas pessoas não entendem na íntegra como funciona vou fazer uma analogia com o sector dos transportes que me parece ser elucidativo. Imaginemos que a electricidade é o transporte urbano e que o sector electroprodutor é representado pelos meios de transporte.
Os táxis (que são eléctricos) representam as fontes renováveis intermitentes (eólica e solar). Os autocarros equivalem à produção ordinária (termoeléctricas e barragens).
Os utentes são obrigados por lei a utilizar o táxi sempre que um esteja disponível mesmo que estejam numa paragem. Apesar do custo ao quilómetro do táxi ser superior ao do autocarro o preço de transporte não é diferenciado. Existe um bilhete válido para os dois tipos e o seu preço varia apenas com a distância percorrida e não o meio de transporte. O preço deste bilhete não cobre os custos de transportar pessoas de táxi por isso o Estado paga aos operadores de táxi um valor fixo por esse serviço (subvenções às renováveis - FIT).
Para além dos táxis, o Estado também atribui incentivos a proprietários privados de pequenas motos eléctricas para que estes transportem passageiros (micro-geração). Não existe obrigação de o fazer é escolha dos proprietários. Estes incentivos são de tal forma elevados que pagam a sua aquisição. Existem pessoas que acham possível um dia o transporte nas cidades ser feito exclusivamente nesta pequenas motos.
Também existe apoio estatal para as carrinhas de distribuição de mercadorias transportarem passageiros no espaço que tiverem livre (co-geração). É uma forma de aproveitar espaço que d eoutra forma se desperdiçava. No entanto, ainda que o negócio destas carrinhas seja a distribuição, a remuneração é tão elevada que algumas carrinhas circulam sempre vazias apenas interessadas em angariar passageiros.
À semelhança dos táxis também as pessoas são obrigadas a usar as motos e as carrinhas antes de irem de autocarro. O bilhete válido é o mesmo.
Os custos de se obrigar as pessoas a usar táxis, motos ou carrinhas quando podiam ir de autocarro são passados para os consumidores ao serem incluídos numa parcela do preço chamada Custo de Interesse Económico Geral (CIEG). Existe ainda outra parcela para manutenção de paragens, praças de táxi equivalente aos custos de rede eléctrica.
Os táxis têm uma capacidade limitada de passageiros transportados (baixa densidade de produção) e os taxistas têm horário livre (intermitência). O fluxo de utentes é conhecido mas o de táxis não. Isso faz como que o parque de táxis tenha de ser sobredimensionado ao mesmo tempo que a sua disponibilidade é aleatória. Para não provocarem engarrafamentos quando existem demasiados a circular existem parques de estacionamento que os acolhem (bombagem em barragens). Para mitigar falta de táxis a utilização da frota de autocarros não é optimizada para a procura. Está constantemente a circular independentemente de haver utentes nas paragens. Os operadores de autocarros recebem compensações sempre que circulam sem lotação esgotada, são os CMEC. Quanto mais táxis circulam e menos utentes necessitam de autocarros o valor de CMEC, FIT e aluguer de estacionamento aumenta.
Apesar do maior custo de se usar táxis eléctricos em vez de de autocarros o Estado considera vantajoso pois isso permite poupar na importação de combustíveis fósseis necessários ao funcionamento dos autocarros. No entanto, como quase toda a frota de táxis que opera em Portugal foi importada na realidade o serviço fornecido pelos táxis (equivalente à electricidade produzida pelas fontes renováveis) tem uma componente de importação tão ou mais elevada quanto os autocarros (fontes convencionais).
A energia nuclear equivaleria ao metro. Não usa combustíveis fósseis, não polui e é capaz de transportar quantidades enormes de pessoas (elevada densidade produtiva). O metro é a forma mais eficiente de transportar passageiros em cidades e por isso deve ser a base de um sistema de transportes urbanos sustentáveis, tal como a energia nuclear deve fornecer a energia de base.
A capacidade de resposta do metro, quer na supressão quer na adição de oferta é inferior ao autocarro (pouca flexibilidade) e por isso deve ser o autocarro a cobrir picos de procura. Tal como as centrais de ciclo combinado e barragens na eletroprodução.
Um acidente numa linha de metro tem proporções mediáticas elevadas. Apesar de haver mais acidentes a envolver autocarros ou táxis. E de estatisticamente a probabilidade de se ficar ferido num acidente rodoviário ser superior ao de sofrer um acidente no metro. O paralelismo com a energia nuclear é exemplar.
Os táxis (que são eléctricos) representam as fontes renováveis intermitentes (eólica e solar). Os autocarros equivalem à produção ordinária (termoeléctricas e barragens).
Os utentes são obrigados por lei a utilizar o táxi sempre que um esteja disponível mesmo que estejam numa paragem. Apesar do custo ao quilómetro do táxi ser superior ao do autocarro o preço de transporte não é diferenciado. Existe um bilhete válido para os dois tipos e o seu preço varia apenas com a distância percorrida e não o meio de transporte. O preço deste bilhete não cobre os custos de transportar pessoas de táxi por isso o Estado paga aos operadores de táxi um valor fixo por esse serviço (subvenções às renováveis - FIT).
Para além dos táxis, o Estado também atribui incentivos a proprietários privados de pequenas motos eléctricas para que estes transportem passageiros (micro-geração). Não existe obrigação de o fazer é escolha dos proprietários. Estes incentivos são de tal forma elevados que pagam a sua aquisição. Existem pessoas que acham possível um dia o transporte nas cidades ser feito exclusivamente nesta pequenas motos.
Também existe apoio estatal para as carrinhas de distribuição de mercadorias transportarem passageiros no espaço que tiverem livre (co-geração). É uma forma de aproveitar espaço que d eoutra forma se desperdiçava. No entanto, ainda que o negócio destas carrinhas seja a distribuição, a remuneração é tão elevada que algumas carrinhas circulam sempre vazias apenas interessadas em angariar passageiros.
À semelhança dos táxis também as pessoas são obrigadas a usar as motos e as carrinhas antes de irem de autocarro. O bilhete válido é o mesmo.
Os custos de se obrigar as pessoas a usar táxis, motos ou carrinhas quando podiam ir de autocarro são passados para os consumidores ao serem incluídos numa parcela do preço chamada Custo de Interesse Económico Geral (CIEG). Existe ainda outra parcela para manutenção de paragens, praças de táxi equivalente aos custos de rede eléctrica.
Os táxis têm uma capacidade limitada de passageiros transportados (baixa densidade de produção) e os taxistas têm horário livre (intermitência). O fluxo de utentes é conhecido mas o de táxis não. Isso faz como que o parque de táxis tenha de ser sobredimensionado ao mesmo tempo que a sua disponibilidade é aleatória. Para não provocarem engarrafamentos quando existem demasiados a circular existem parques de estacionamento que os acolhem (bombagem em barragens). Para mitigar falta de táxis a utilização da frota de autocarros não é optimizada para a procura. Está constantemente a circular independentemente de haver utentes nas paragens. Os operadores de autocarros recebem compensações sempre que circulam sem lotação esgotada, são os CMEC. Quanto mais táxis circulam e menos utentes necessitam de autocarros o valor de CMEC, FIT e aluguer de estacionamento aumenta.
Apesar do maior custo de se usar táxis eléctricos em vez de de autocarros o Estado considera vantajoso pois isso permite poupar na importação de combustíveis fósseis necessários ao funcionamento dos autocarros. No entanto, como quase toda a frota de táxis que opera em Portugal foi importada na realidade o serviço fornecido pelos táxis (equivalente à electricidade produzida pelas fontes renováveis) tem uma componente de importação tão ou mais elevada quanto os autocarros (fontes convencionais).
A energia nuclear equivaleria ao metro. Não usa combustíveis fósseis, não polui e é capaz de transportar quantidades enormes de pessoas (elevada densidade produtiva). O metro é a forma mais eficiente de transportar passageiros em cidades e por isso deve ser a base de um sistema de transportes urbanos sustentáveis, tal como a energia nuclear deve fornecer a energia de base.
A capacidade de resposta do metro, quer na supressão quer na adição de oferta é inferior ao autocarro (pouca flexibilidade) e por isso deve ser o autocarro a cobrir picos de procura. Tal como as centrais de ciclo combinado e barragens na eletroprodução.
Um acidente numa linha de metro tem proporções mediáticas elevadas. Apesar de haver mais acidentes a envolver autocarros ou táxis. E de estatisticamente a probabilidade de se ficar ferido num acidente rodoviário ser superior ao de sofrer um acidente no metro. O paralelismo com a energia nuclear é exemplar.
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